quarta-feira, 19 de abril de 2017

O OVNI DE AZTEC: VERDADE OU MITO?

Posted by Charles E. on quarta-feira, abril 19, 2017

Em 1948, na cidade de Aztec no estado do Novo México (USA), segundo algumas testemunhas caiu um ovni. O caso deu origem a um livro intitulado “Por trás dos discos voadores”, de Frank Scully, um famoso ufólogo da década de 1950. No entanto para muitos tudo não passou de um logro.



O incidente

No início de março de 1948, um objecto voador não-identificado foi visto a sobrevoar a região do Laboratório Nacional Aeronáutico de Los Alamos, no Novo México. Aproximadamente duas semanas depois, em 25 de março, no Canion Hart, um Ovni similar foi visto a pousar depois de quase ter sido atingido por militares. Supostas testemunhas afirmaram que foram encontrados dezasseis humanóides mortos perto da nave que teria 30 metros de diâmetro, o que seria o maior disco voador encontrado até então, superior ao de Roswell.


Locais de quedas de ovnis. Extraído do livro "A Ameaça Extraterrestre" de Salvador Freixedo

A nave teria sido feita de um material que não aquecia e todos os humanóides encontrados pareciam ser crianças. Outros relatórios supostamente feitos pelos militares parecem ter sido mais bem detalhados: as criaturas teriam 90 centímetros de altura e pesavam cerca de 20 quilos.

Na época as testemunhas afirmaram que logo depois de o Ovni ter sido abatido, vários jipes militares apareceram, isolaram e limparam a área, incluindo os corpos dos aliens e o disco voador. Em sequência, teriam sido levados par ao famoso Hangar 18, na Base Aérea Wright-Patterson, que seria o local onde os aliens e discos voadores capturados eram guardados.

O boato

Silas Newton e Leo Gebauer tinham viajado para Aztec na tentativa de vender dispositivos mecânicos desconhecidos, que eles chamavam “doodlebugs”. Alegavam que esses dispositivos   poderia encontrar petróleo, gás natural e ouro, tudo baseado em tecnologia alien. Para sustentar as suas alegações de tecnologia superior, contaram a história da queda de um disco voador escrita por Frank Scully. Na época, fim dos anos 40, o caso foi publicado, mas não tinha aparecido nenhuma testemunha. Quando o jornalista J.P. Cahn, jornalista do “San Francisco Chronicle”, pediu a Newron e Gebauer uma amostra da suposta tecnologia alienígena, o que entregaram foi uma chapa de metal, que, quando testada em laboratório era uma simples placa de alumínio. Quatro anos mais tarde, a fraude foi revelada na revista “True”. Depois que o caso foi exposto nos meios de comunicação, muitas vítimas da dupla vieram apareceram a denunciar. Uma das delas foi o milionário Herman Glader, que apresentou queixa formal na justiça. Por fim, os dois foram condenados por fraude em 1953.

Local da suposta queda do ovni (Aztec)

 

De modo geral, Silas Newton e Leo Gebauer usaram o suposto enredo do caso Aztec para vender o equipamento “doodlebugs”, o que fez popularizar em todo território norte-americano a história desta suposta queda no Novo México. Foi graças a essa fraude que muitos cépticos até a data acham que o caso Aztec foi uma farsa.

Entre a segunda metade da década de 50 e o início da década de 70, a maior parte dos investigadores ufológicos considerou o assunto com certo cepticismo e chegou a evitar comentá-lo por causa da associação ao caso de Silas Newton e Leo Gebauer. Entretanto, no final dos anos 70, Leonard Stringfield propôs que não só o incidente era real, mas que a nave capturada era apenas uma de muitas outras preservadas pelo Exército dos Estados Unidos. Mais tarde, na década de 80, muitos livros foram escritos e o assunto explorado exaustivamente; nos anos 90 foi a vez da série de documentários de TV instigando as pessoas a raciocinarem se o caso Aztec era um fato ou uma farsa.




Em 2011, um livro publicado nos Estados Unidos trouxe duas versões para o referido caso: (1) tratava-se de um experiência secreta da Força Aérea americana, característica do período da Guerra Fria, quando havia muita espionagem entre os Estados Unidos e a União Soviética, e acção do Comité do Macartismo (contra possíveis comunistas em território norte-americano); ou então (2): a tentativa de criação de um novo caso Roswell para colocar Aztec no roteiro turístico, uma vez que a comunidade de Roswell passou a ganhar muito dinheiro com os turistas e curiosos amantes do fenómeno ufológico.

Realidade ou mito, talvez nunca se venha a saber, como acontece com tantos outros casos que estão ocultos do publico.

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