segunda-feira, 1 de maio de 2017

COREIA DO NORTE: HORRORES DOS CAMPOS DE EXTERMINIO

Posted by Charles E. on segunda-feira, maio 01, 2017

Uma ex-guarda dos infernais campos da Coreia do Norte contou sobre a tortura, estupro e execução que ocorre diariamente.




Os prisioneiros são tratados como "animais" por guardas cuja personalidade sofreu uma lavagem cerebral sob as ordens do regime de Kim Jong-un, e são submetidos a horríveis condições em campos de concentração - embora o regime negue a sua existência.



video


Lim Hye-jin, que começou a trabalhar como guarda no Camp 12 com 17 anos, contou ao Mail On Sunday sobre o que realmente acontece dentro dos campos de Kim Jong-un.

Ela lembrou um momento em que dois irmãos escaparam do acampamento - sete membros da sua família foram assassinados como sinal de vingança, e depois de serem apanhados, foram submetidos a tortura.




Prisioneiros num campo na Coreia do Norte

 

Ela contou: "Os dois irmãos foram decapitados à frente de todos. Eles chamaram todos para assistir, foi como um aviso para ninguém voltar a fugir. Os outros prisioneiros tiveram de atirar pedras contra os fugitivos."

Essa cena bárbara é apenas uma das muitas que aconteceram no horrendo campo nas montanhas, afirmou Lim.
Foi a primeira guarda feminina a contar sobre o que acontece num campo de concentração norte coreano. Lim conseguiu fugir depois de ter sido apanhada a fazer comercio ilegal com chineses.




Arame farpado é usado para manter os reclusos presos


Depois de ser presa, foi forçada a desfilar nua na frente de guardas masculinos - mas conseguiu escapar para Seul, Coreia do Sul, onde vive actualmente.

Ela afirmou: "Disseram-nos para não vermos essas pessoas (prisioneiros) como seres humanos. Agora sinto-me traumatizada pelo que fiz."



Camp 12, onde Lim trabalhou



A maioria dos presos nos dois campos onde trabalhou Lim eram mulheres e crianças. Os prisioneiros políticos etiquetados como inimigos do estado são mantidos em campos separados.
Ela revelou como os guardas violavam as mulheres - forçando-as a fazerem abortos ou até mesmo matando-as por injecção letal, os cadáveres são lançados numa pilha grande, e as pessoas mantidas famintas.

Os internos trabalhavam sete dias por semana, durante 16 horas por dia e acordam às 5h.

Lim acrescentou: "Fomos manipulados para não sentir qualquer simpatia pelos prisioneiros. Disseram-nos que tinham cometido crimes terríveis. Agora eu sei que eram pessoas normais e sinto-me muito culpada. "

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