quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

SOLDADOS SÍRIOS LUTAM AO LADO DOS KURDOS CONTRA TURQUIA (com foto e vídeo)

As forças sírias assumiram posições em Afrin para ajudar os curdos a fazer frente às tropas turcas e seus aliados

 

As forças sírias, enviadas pelo Exército sírio, assumiram posições em Afrin, no noroeste da Síria, para ajudar os curdos a fazer frente às tropas turcas e seus aliados que realizam uma operação militar neste cantão curdo, batizado como 'Olive Branch'.


As unidades das Forças de Defesa Nacional (FDN) da Síria, que chegaram em Afrin na terça-feira para lutar junto com a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG, por suas siglas em curdo), foram implantadas perto de Jandaris , uma pequena cidade no sudoeste de Afrin, de acordo com relatórios divulgados nesta quarta-feira.


Outras unidades da FDN, entretanto, assumiram posições em postos militares instalados na área que são controlados pelo governo do presidente sírio, Bashar al-Asad.

 

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Nas imagens divulgadas na quarta-feira pelo portal local Al-Masdar News, o exército sírio é visto, o primeiro enviado para a região a pedido dos curdos, carregando bandeiras nacionais da Síria.


A Al-Masdar News também confirmou a entrada do segundo comboio militar do exército sírio nesta região, que ocorreu no mesmo dia da quarta-feira.


Esta operação militar, que começou em 20 de janeiro, custou a vida de 1780 pessoas, incluindo as do lider do partido curdo-sírio da União Democrática (PYD) e do seu braço armado, o YPG, que está vinculado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, por suas siglas em curdo), que Ancara considera "terroristas", bem como os extremistas do grupo ISIL (Daesh, em árabe), de acordo com o Estado-Maior da Turquia





Esta entidade turca reitera em seu comunicado, publicado hoje (quarta-feira), que esta operação busca "estabelecer segurança e estabilidade" nas fronteiras que compartilha com a Síria, além de "proteger" os civis sírios da "crueldade" dos terroristas.


No entanto, Damasco considera esta operação como uma "agressão flagrante" à sua soberania, e as Nações Unidas (ONU) afirmam o deslocamento de mais de 16 mil pessoas por causa dessa operação.

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