quarta-feira, 5 de abril de 2017

ASTEROIDES MISTERIOSOS

Posted by Charles E. on quarta-feira, abril 05, 2017

Cientistas encontram restos de planeta morto na órbita de Marte

Astrofísicos da Grã-Bretanha descobriram através do telescópio Very Large Telescope os restos de um planeta morto na órbita de Marte, comunica o portal oficial do Observatório de Armagh.

Os cientistas estudaram a composição dos asteroides troianos. Estes objetos "foram apanhados" pela força da gravidade do Planeta Vermelho e estão localizados à frente e atrás de Marte, nos pontos Lagrange L4 e L5. Nestes pontos, a gravidade entre o planeta e o Sol é equilibrada. A órbita de Marte parece ter 9 asteroides deste tipo. 

 

Um deles foi descoberto há um século e foi batizado de Eureka. Foi comparado com dois outros troianos e foi revelado que os asteroides têm uma composição semelhante, o que aponta para a possibilidade de uma origem comum. 

 

Marte é até agora o único planeta conhecido por ter companheiros de troianos em órbitas estáveis. O primeiro troiano de Marte foi descoberto há mais de 25 anos na L5 e foi denominado "Eureka" em referência à famosa exclamação do antigo matemático grego Arquimedes. A contagem atual é nove, um fator de 600 menos do que os troianos de Jupiter, mas mesmo esta amostra relativamente insignificante, mostra a estrutura interessante e que não se encontra  noutro ponto do sistema solar.

Espectros de asteróides da família Eureka (385250) 2001 DH47 (vermelho) e (311999) 2007 NS2 (preto) obtidos com o espectrógrafo X-SHOOTER no Very Large Telescope (VLT) no Chile. Um espectro de 5262 Eureka é mostrado a azul. Os três espectros são muito semelhantes, indicando uma composição comum que também é rara entre os asteróides.

Segundo o astrónomo Apostolos Christou, "Existem muitas outras famílias no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, e mesmo entre os troianos de Júpiter, mas nenhuma delas é formada por esses asteróides denominados de olivina". Isto está relacionado com o problema da ausência de manto: isto é, se se acrescenta a massa de diferentes minerais no cinturão de asteróides e particularmente aqueles que se pensa serem peças de asteróides separados, diferenciados, há um déficit de material do manto em comparação com a crosta rochosa e material do núcleo metálico".

Embora a descoberta desta família denominada por olivina não forneça uma solução final para o problema do manto em falta, mostra que o material do manto esteve presente perto de Marte no início da história do sistema solar. Como explica Christou: "Os nossos resultados sugerem que esse material teve participação na formação de Marte e talvez do seu vizinho planetário, o nosso planeta Terra".

 

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