quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

FACEBOOK CENSURA IMAGEM DE ESTÁTUA COM 25.000 ANOS (com fotos)

O Facebook censurou a imagem de uma estátua com mais de 25.000 anos justificando que se trata de uma representação de cariz pornográfico



A política do Facebook em relação à nudez continua a fazer tábua rasa do valor histórico ou artístico de algumas imagens que censura. Desta vez, e depois de ter feito com outras obras de arte, eliminou da rede social uma fotografia de uma escultura com mais de 25.000 anos, com a justificação de que se trata de uma representação de cariz pornográfico. Uma representação que, no caso, é de um corpo feminino.


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A obra em questão é a estatueta Vénus de Willendorf. Descoberta em 1908 na Áustria — num local de escavações arqueológicas na pequena localidade que lhe dá o nome —, a obra de 11,1 centímetros de altura é esculpida em calcário oolítico e colorida com ocre vermelho. Representa a fertilidade. Um século depois de ter sido descoberta, faz parte da colecção do Museu de História Natural de Viena, onde está exposta.



Vénus de Willendorf faz parte da colecção do Museu de História Natural de Viena HERWIG PRAMMER/REUTERS


A eliminação da imagem do Facebook ocorreu depois de a italiana Laura Ghinda, que se intitula de “artevista” (uma fusão das palavras artista e activista), ter publicado uma fotografia da escultura naquela rede social. A publicação rapidamente foi apagada, alegadamente por apresentar “conteúdos impróprios”. 


Ghinda não desistiu e, iniciou uma campanha para tentar reverter a situação. As publicações onde denunciava este caso tiveram mais de 7000 partilhas no Facebook. Logo na primeira publicação, feita em inglês em Dezembro do ano passado, volta a publicar a imagem da Vénus de Willendorf.







O conhecimento deste caso chegou, segundo a publicação especializada The Art Newspaper, ao próprio museu onde a obra está exposta. O director do museu vienense pediu ao Facebook que permita que a obra seja partilhada tal como está em exposição há mais de um século. 


Em declarações à mesma publicação, Christian Koeberl assegura que “nunca houve queixas de nenhum visitante em relação à nudez da estatueta”. E sublinha que “não há nenhum motivo válido para ocultar ou cobrir a nudez da obra, nem no museu, nem nas redes sociais”.



O Facebook não está sozinho no que toca a polémicas relacionadas com censura. Ainda em Novembro o Twitter se viu envolvido em controvérsia, quando vários utilizadores se aperceberam que aquela rede social não reconhecia a palavra bissexual na sua pesquisa, apesar de conter informação sobre outras palavras de cariz sexual. 



O Twitter, depois de ter recebido várias queixas de utilizadores, alegou que esta situação resultava de um problema técnico e prometeu resolver a situação num prazo de 24 horas.


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