terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

NA CHINA, POLICIAIS COMEÇAM A USAR ÓCULOS PARA RECONHECIMENTO FACIAL


Policiais em estação de comboios em Zhengzhou foram os primeiros do país a usar este tipo de óculos





Agentes em estação de comboios em Zhengzhou foram os primeiros do país a usar este tipo de óculos. Críticos dizem que vai servir para controlo social.



Os polícias de uma estação de comboios no centro da China tornaram-se os primeiros do país a usar óculos para reconhecimento facial, ilustrando a rápida expansão daquele sistema no país, que críticos dizem servir para controlo social.



Segundo o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, os polícias na estação de comboios Este de Zhengzhou, capital da província de Henan, começaram a usar aquele tipo de tecnologia durante o Ano Novo Lunar, a altura de maior afluência nos serviços ferroviários do país.



Os óculos estão ligados a uma base de dados da polícia, que permite verificar as identidades dos passageiros e detetar criminosos, descreve o jornal.








As estações de comboio e aeroportos nas principais cidades da China recorrem já a tecnologia de reconhecimento facial na área de embarque para verificar a identidade e documentos de viagem dos passageiros.



Nos bancos, hotéis e até em casas de banho públicas do país é também cada vez mais comum o uso daquele tipo de sistema, que está ligado aos departamentos da polícia de todo o país.



Em Xangai, a "capital" económica da China, o sistema permitiu já identificar e multar infratores de regras de trânsito, enquanto na cidade costeira de Qingdao ajudou a polícia a deter dezenas de alegados criminosos.








Em outubro passado, o jornal de Hong Kong, 'South China Morning Post' avançou que o ministério chinês de Segurança Pública está a preparar um sistema de análise dos dados recolhidos sobre os quase 1.400 milhões de habitantes do país através de reconhecimento facial.



O sistema será ligado às vastas redes de câmaras de vigilância, que existem na maioria das cidades chinesas.


Segundo um relatório recente da organização não-governamental (ONG) de defesa dos Direitos Humanos Human Rights Watch (HRW) o sistema visa "controlar e prever" os movimentos de ativistas, dissidentes e minorias étnicas e "não cumpre com os padrões de privacidade internacionais".



"É assustador que as autoridades chinesas estejam a reunir e centralizar mais informação de centenas de milhares de pessoas, identificando aquelas cujo pensamento se desvia do que consideram ser 'normal' e colocando-as sob vigilância", escreveu Sophie Richardson, diretora da HRW para a China, num relatório difundido em novembro passado.


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