sexta-feira, 2 de março de 2018

AS AMEAÇAS DE PUTIN (com fotos e vídeo)


Uma imagem da apresentação do presidente russo no discurso do estado da Nação, causou polémica ao mostrar o que pareciam ser mísseis sobre um mapa do estado da Florida






No discurso do estado da nação, líder do Kremlin recorreu a retórica a lembrar o período da Guerra Fria, disse não temer o uso de armamento nuclear e classificou como "obsoletos" os sistemas de defesa antimíssil ocidentais.



A Rússia "não está a ameaçar ninguém e não vai atacar ninguém", mas o seu arsenal nuclear está agora reforçado com armas furtivas que tornam obsoletos os atuais sistemas de defesa antimíssil, anunciou ontem o presidente Vladimir Putin, falando em Moscovo no discurso do estado da nação.



Em uma intervenção de mais de duas horas, em que havia a expectativa de que o dirigente russo se focasse em questões de política interna e na próxima eleição presidencial, Putin dedicou parte do tempo a falar das novas armas, em que se incluem mísseis de cruzeiro e um outro míssil que se desloca a uma velocidade cinco vezes superior à do som e sem limite de alcance, além de mini-submarinos nucleares não pilotados.






Qualquer destas armas é invulnerável aos sistemas atualmente ao serviço dos Estados Unidos e da Aliança Atlântica, que estão agora "obsoletos", disse o presidente russo, que qualificou como "invencíveis" os novos mísseis. Putin criticou ainda a colocação de sistemas de mísseis balísticos e o "desenvolvimento das infraestruturas da NATO junto das nossas fronteiras". O que, com as novas armas de Moscovo, torna-se apenas "dispendioso, ineficiente e inútil".



O presidente russo deixou ainda no ar a garantia de considerar "a utilização de armas nucleares contra a Rússia ou qualquer dos nossos aliados como um ataque ao nosso país. A resposta seria imediata", indicou Putin, utilizando uma linguagem classificada por muitos observadores como reminiscente da retórica do período da Guerra Fria (1948-1991).



A serem tomadas a sério as palavras do presidente russo - que fontes do Departamento de Defesa, em um primeiro comentário sob anonimato, consideraram excessivas -, estaria se abrindo caminho para nova corrida aos armamentos. Numa reação oficial, uma porta-voz do Pentágono referiu "não serem surpresa" as palavras de Putin, explicando que "as armas em questão estão a serem desenvolvidas desde há muito".






A questão militar ocupou mais de 30 minutos da intervenção do presidente, altura em que foram apresentados vídeos e gráficos para explicitarem as potencialidades das novas armas.



À medida que Putin ia falando perante os representantes das duas Câmaras do Parlamento russo, iam passando filmes e corriam gráficos animados num amplo ecrã colocado atrás de si. Em um desses gráficos era mostrada a trajetória de um míssil a evitar a área de interceção dos sistemas de defesa antimíssil num modelo em rotação do globo terrestre.



A concluir esta parte do seu discurso, Putin insistiu na ideia de que "ninguém" queria "falar com a Rússia", "ninguém nos queria ouvir. Agora, vão-nos ouvir".






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