quinta-feira, 15 de março de 2018

CIENTISTAS REVELAM A VERDADE SOBRE A ÁGUA ENGARRAFADA


A água engarrafada em garrafas plásticas não é tão pura como costumam aparecer nos anúncios






A água engarrafada em garrafas plásticas não é tão pura como costumam aparecer nos anúncios, conforme revelado por um novo estudo que analisou 259 garrafas de água vendidas em nove países diferentes.




O estudo, conduzido pela Orb Media, uma organização de jornalismo sem fins lucrativos com base nos EUA, descobriu que 93% das garrafas analisadas continham algum tipo de microplástico, incluindo polipropileno, poliestireno, nylon e tereftalato de polietileno.




Entre as 11 marcas analisadas, estão a Nestlé Pure Life, Aquafina, Dasani, Evian, San Pellegrino e Gerolsteiner, bem como outras marcas nacionais importantes da Ásia, África, Europa e Américas.




As garrafas estudadas foram compradas nos EUA, Quênia, China, Brasil, Índia, Indonésia, Líbano, México e Tailândia.




Em média, a Orb Media detectou 10,4 partículas de plástico de 100 mícrons de tamanho ou maior em cada litro de água. Esta concentração duplica a quantidade de microplasticos contidos pela água da torneira analisada em outro estudo internacional da mesma organização em 2017.




Também foram descobertas partículas mais pequenas que estavam presentes na água a uma taxa de 314 por litro em média. Embora alguns especialistas acreditem que também são plásticos, essas partículas não poderam ser definitivamente identificadas.




Os efeitos que os microplasticos têm sobre a saúde humana ainda são desconhecidos, nem há um nível de consumo seguro, informa a CBC. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar sugere que a maioria dos microplasticos são excretados do corpo.



No entanto, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura expressou sua preocupação quanto à possibilidade de que algumas partículas fossem pequenas o suficiente para entrar na corrente sanguínea e nos órgãos.



Nem a origem do plástico detectado é clara. Os cientistas não sabem se já estava presente no líquido ou se a água foi contaminada durante o processo de produção e engarrafamento.




O professor Sherri Mason, principal autor do estudo, apontou que, no caso da água, os consumidores podem decidir não comprar engarrafada, mas adverte que, no caso de outros produtos, muitas vezes não há alternativas, pois só são vendidos envolto em plástico. "É manejável, leve, conveniente e barato: isso torna muito conveniente", disse Mason. 



"É muito difícil fazer as pessoas se preocuparem com coisas que não conseguem ver", lamentou o cientista.

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